Espaço

10 Fatos Sobre a Missão da Nasa ao Sol

Às vezes a Nasa é esquecida em meio a tantas notícias espaciais interessantes vindas de empresas privadas. A organização do governo que esteve na Lua pela última vez em 1970, vez ou outra se torna insignificante quando colocada contra as metas ambiciosas de viajar para Marte estabelecidas por empresas como a SpaceX. Mas, finalmente, uma nova sonda trouxe a organização de volta a primeira página de milhares de jornais pelo mundo inteiro.

A Sonda Solar Parker, da qual estamos falando, foi projetada para viajar milhões de quilômetros e se aproximar do Sol mais do que qualquer outra espaçonave já esteve um dia na história. Ao longo do caminho, ela receberá assistências gravitacionais de Vênus, tornando-se o objeto mais rápido e autônomo já fabricado pelo homem.

10º – O Sol é o limite

O Sol é o limite

Crédito da foto: sputniknews.com

A espaçonave Parker tem a missão de fazer o que nenhum outro objeto feito pelo homem já fez! Veja o que é, segundo um resumo oficial da Nasa: “Neste verão, a humanidade embarca em sua primeira missão para tocar o Sol”.

A sonda foi projetada não apenas para revelar os mistérios do Sol, mas também para desenvolver uma melhor compreensão de como ele afeta o campo magnético da Terra. É até mesmo difícil mensurar a importância disso em meio as tecnologias que são cada vez mais influenciadas pelo Sol, mas, em tese, será um novo grande salto para a humanidade.

9º – Sonda Parker: um esforço de 50 anos

Sonda Parker perto do Sol

Crédito da imagem: cnet.com

O lançamento da sonda Parker marca o o esforço de mais de 50 anos de teorização e planejamento.

A comunidade científica soube da temperatura de milhões de graus da coroa solar no ano de 1940. Passaram-se 20 anos e foi descoberta a existência de ventos solares. No entanto, não houve respostas sobre o porquê da temperatura da coroa estar tão quente ou o que fazia o vento solar acelerar, pois as respostas para essas perguntas só poderiam ser obtidas através de um contato físico com a coroa.

A ideia de fazer uma medição real foi proposta pela primeira vez em 1958, inclusive várias naves espaciais aproximaram-se do Sol desde então, mas nenhuma chegou perto do que a sonda Parker poderá alcançar. Várias outras missões planejadas foram descartadas ao longo dos anos devido as restrições orçamentárias, e o esforço atual foi adiado várias vezes, mas, finalmente e mais de meio século de trabalho depois, a Nasa alcançou seu objetivo.

8º – Primeira sonda com nome de uma pessoa viva

Primeira sonda com nome de uma pessoa viva

Crédito da imagem: KIFI

Pra quem não sabe, a Nasa sempre nomeou suas espaçonaves com nomes de planetas e deuses gregos, porém nunca deu essa honra a nenhuma pessoa viva, pelo menos até essa última sonda.

O cientista Eugene Parker foi o primeiro privilegiado. Ele seguiu uma carreira na física que rendeu a ele inúmeros prêmios, como a Medalha Nacional da Ciência, a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society, o Prêmio Kyoto, entre outros. Além de sua excelência na física, Parker foi peça fundamental no criação de diversas teorias importantes sobre o sol.

7º – Ventos solares

Ventos Solares

Crédito da imagem: segredosdomundo.r7.com

O vento solar desempenha um papel fundamental no propósito da missão. Este vento se origina na coroa do Sol e voa através do espaço a velocidades variáveis ​​de até 1,6 milhão de quilômetros por hora.

Ao contrário do vento terrestre, as altas temperaturas da coroa do Sol afetam a gravidade de tal maneira que o vento escapa da estrela e continua no espaço. No momento em que o vento atinge a Terra ele está prestes a causar danos significativos.

Basicamente, os principais objetivos científicos dessa missão são quase inteiramente centrados em questões relacionadas ao vento solar. Em particular, os cientistas esperam descobrir como a corona do Sol é aquecida e o que faz com que o vento solar acelere.

6º – As dificuldades de chegar até o Sol

As dificuldades de chegar até o Sol

Créditos da imagem: financialexpress.com

Apesar da incrível ciência por trás da sonda Parker, a missão terá dificuldades significativas para chegar ao sol. Aliás, uma missão a Marte já é muito difícil, porém para chegar ao Sol a dificuldade é 55 vezes maior.

O Sol está a uma distância média de 150 milhões de quilômetros da Terra, mas isso por si só não é o problema.

A Terra viaja a cerca de 108.000 quilômetros por hora quase sempre alinhada de lado com relação ao Sol. Isso significa que uma sonda lançada do nosso planeta em direção ao Sol continuaria a se mover para os lados e erraria totalmente o alvo.

A única solução encontrada foi eliminar o movimento lateral lançando a sonda para trás tão rápido quanto a Terra se move para frente.

5º – Uma ajudinha de Vênus

Uma ajudinha de Vênus

Crédito da imagem: ultimosegundo.ig.com.br

Além de usar poderosos foguetes, a Sonda Solar Parker receberá assistências gravitacionais do planeta Vênus. À medida que a sonda se aproxima de Vênus, ela usará a gravidade do planeta para desacelerar e se aproximar do Sol. Isso será feito sete vezes ao longo de sete anos até que a sonda diminua a velocidade lateral o suficiente para permitir que alcançar o sol.

4º – O objeto mais rápido da história feito pelo homem

O objeto mais rápido da história feito pelo homem

Crédito da imagem: elpais.com

A assistência gravitacional fornecida por Vênus diminuirá a velocidade lateral da sonda, porém aumentará sua velocidade geral. A sonda viajará a cerca 692 mil quilômetros por hora, isto é, o mais rápido do que qualquer outro objeto já construído pelo homem.

Para fazer uma comparação mais esclarecedora, essa velocidade é o mesmo que viajar de São Paulo para Florianópolis (710 km) em apenas 1 segundo.

3º – Proteção contra as temperaturas solares

Proteção contra as temperaturas solares

Crédito da imagem: Nasa

A proteção de calor na sonda não poderia ser menos impressionante do que sua velocidade máxima. São 2,4 metros de diâmetro colocados na parte frontal da sonda para proteger os instrumentos e refletir o calor na direção oposta. O escudo consiste em uma parte de 11,4 centímetros de espessura de espuma de carbono cercado em ambos os lados por painéis especialmente concebidos de carbono superaquecido. Ao todo, o escudo pesa 73 quilos.

A diferença entre temperatura e calor também é essencial para compreender como funciona o escudo térmico. Estamos falando de 1,1 a 1,7 milhões de graus Celsius na coroa solar. A blindagem de calor permitirá que a sonda voe para a coroa externa do Sol sem derreter.

2º – A espaçonave mais autônoma de todos os tempos

O Sol é o limite

Uma das razões pelas quais a blindagem da sonda pode lidar com o calor da coroa solar é, basicamente, proveniente do software altamente automatizado. A Terra e o Sol têm um intervalo de comunicação unidirecional de aproximadamente oito minutos, e ainda assim a sonda terá apenas alguns segundos para fazer as correções necessárias em tempo real. A programação de automação permite que a sonda faça ajustes com segurança durante esse período de tempo crítico.

A sonda foi programada em todos os cenários possíveis que os cientistas puderam perceber. Como resultado, o protetor de calor da sonda deve ser capaz de girar conforme o necessário e até mesmo mudar a direção da sonda por conta própria.

1º – Carga única, e humana também?

Sonda Parker perto do Sol

Crédito da imagem: cnet.com

Uma missão como essa não poderia ser realizada com muito peso. Mesmo assim, a sonda Parker está levando consigo carga humana – virtualmente, é claro!

Em março de 2018, a Nasa convidou o público a enviar seus nomes para serem incluídos em um cartão de memória a bordo da sonda. O resultado dessa brincadeira foi que mais de 1,1 milhão de pessoas solicitaram e receberam seus ingressos virtuais a bordo da sonda.

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