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10 Fatos Sobre Múmias Egípcias Antigas Que Você Não Sabia

Se você ouvir “antigo Egito”, o que vem à sua mente? Talvez você pense na Grande Pirâmide de Gizé, na máscara funerária de Tutancâmon, em algumas divindades chefiadas por animais ou, na melhor das hipóteses, talvez você tenha pensado em múmias.

As múmias certamente podem ter surgido em sua mente, mas o quanto você realmente sabe sobre os famosos habitantes do antigo Egito? Bom, já adianto que eles são muito mais do que simples corpos embrulhados em linho com os braços cruzados sobre o peito.

10º – O Preço da Mumificação

O Preço da Mumificação

De acordo com os escritos de um viajante grego entre 60-57 a.C: custou um talento de prata para a mumificação mais cara. Isso foi durante o período ptolomaico da história egípcia, quando haviam conflitos na dinastia, o que poderia ter resultado em inflação.

Fazendo algumas conversões entre o passado e hoje o custo dos suprimentos de mumificação, que inclui linho, carbonato de sódio deca-hidratado, incenso e resina, totalizariam cerca de R$ 13.968,00. No entanto, para se você realmente quisesse ser mumificado nos dias de hoje precisaria desembolsar até R$ 270 mil. E acredite: existem muitas empresas especializadas na mumificação de pessoas e até mesmo animais.

9º  – As múmias eram medicinais?

As múmias eram medicinais

Sabia que as múmias foram usadas como remédio entre 400 d.C até o século 19? O conceito foi baseado no uso de betume natural, pois os europeus acreditavam ser essa a substância que os egípcios eram mumificados. Mas, isso era totalmente inútil como medicação, porque na verdade os antigos egípcios usavam resina, que imita o betume, mas não trazia benefícios para a saúde. Fato é que a resina provavelmente foi melhor de se consumir do que o betume, que recentemente foi descoberto ser carcinogênico.

Na Idade Média, os ricos compravam múmias para usar como remédio, e essa crença de que múmias eram medicamente benéficas continuou até o século 19, quando as múmias se tornaram muito difíceis de serem adquiridas. Como alternativa, os ricos começaram a utilizar corpos desidratados de criminosos.

Até mesmo restos de seres humanos foram moídos e misturados com mel para criar um xarope medicinal doce. Em algumas ocasiões, ao longo da história, as pessoas foram mumificadas em mel (um processo conhecido como melificação) especificamente com o propósito de serem transformadas em medicamento, alegando serem capazes de curar qualquer doença. Historicamente, em algumas regiões do mundo, líderes e sacerdotes eram mumificados em caixões de mel, mas sem a intenção de uso medicinal.

8º – Mumificação de Animais

Mumificação Animal

Embora seja verdade que os egípcios mumificaram seus animais de estimação por diversas vezes, não há como negar que eles também criavam animais e os matavam com o propósito específico de mumificá-los.

Essas múmias, por sua vez, eram tipicamente oferendas religiosas, pois sabe-se que os deuses egípcios tinha ligações aos animais, assim como os animais foram muitas vezes considerados encarnações dos próprios deuses. A deusa Bastet, por exemplo, estava  diretamente relacionada com os gatos.

Os animais eram enterrados em caixões e túmulos especialmente dedicados para o deus ou deusa que eles simbolizavam.

7 º – As múmias garantiam vida após a morte

As múmias garantiam vida após a morte

A mumificação era sem dúvida o aspecto mais importante das antigas práticas religiosas egípcias, pois acreditava-se que ela era necessária para que falecido obtivesse vida após a morte. Eles  também acreditavam que depois que alguém morresse e fosse devidamente mumificado, teriam o uso de seu corpo físico durante sua jornada pós-morte, e é por isso que eles preservaram os corpos dos mortos.

A religião dos antigos egípcios foi baseada em torno da morte e da vida após a morte. A prática cada vez mais elaborada de mumificação tornou-se uma parte importante da economia do antigo Egito, pois as múmias precisavam dos serviços de cabeleireiros e esteticistas, bem como de artesãos para construir sarcófagos, o que acabou virando um negócio promissor na época.

6º – A vaidade das Múmias

A vaidade das Múmias

Sabia que os antigos egípcios até pintavam as unhas das múmias no processo de mumificação? Para isso eles usavam henna como tatuagens, o que era na verdade uma prática egípcia, antes de começar a ser explorada na Índia . Ramsés, o Faraó, foi encontrado com as unhas em laranja, indicando a presença de henna ou outro corante.

Esteticistas eram um aspecto importante da cultura egípcia e eram considerados próximos da deusa Hathor. As perucas eram outro grande aspecto da beleza no antigo Egito e, por isso, faziam parte do processo de mumificação. As perucas, no entanto, não eram apenas para os mortos, pois muitos egípcios raspavam suas cabeças para utilizá-las.

5º – Mumificação Natural

Mumificação Natural

Até chegar aos processos mais elaborados de mumificação demorou um bom tempo, pois inicialmente elas foram criadas naturalmente pelo ambiente desértico do Egito. Os mortos eram enterrados na areia e, de alguma forma, o ambiente seco preservava os seus corpos.

Os antropólogos acreditam que alguns corpos acidentalmente descobertos foram naturalmente mumificados na areia e, portanto, reconhecíveis anos após a morte, o que acabou encorajando a prática da mumificação, e mais tarde se tornando um grande ritual egípcio.

Uma vez que os egípcios passaram a acreditar que a deterioração não era natural, começaram os processos especificamente para preservação o falecido, mas demoraram cerca de 800 anos para que eles começassem a entender que a remoção dos órgãos era fundamental para evitar a deterioração. Em 3400 a.C, as múmias começaram ser embrulhadas em linho, mas foi em 2600 a.C  que eles passaram a remover todos os órgãos. Levaram cerca de 5.500 anos até as múmias começaram a ser enterradas em túmulos e sarcófagos.

4º – A posição dos braços das Múmias

Posição dos braços da Múmia

A forma como os braços das múmias eram posicionados tinham o seu significado. Por exemplo: os braços cruzados sobre o peito, a imagem mais comumente associada as múmias, foi muito usada especificamente pela realeza.

Já as múmias pré-dinásticas tinham as mãos cobrindo o rosto e os braços dobrados nos cotovelos. Os antigos e médios reinos eram conhecidos por posicionarem as mãos nas laterais ou, ocasionalmente, cruzados sobre a pélvis. Durante o período de Ramsés II, as múmias foram preservadas com os braços cruzados sobre a parte inferior do corpo, enquanto os braços cruzados com as mãos nos ombros eram indicativos de um período posterior da história egípcia. Os braços cruzados, como normalmente previstos, foram usados no Novo Reino para os homens de status real.

3º – Opções mais baratas de Mumificação

Opções mais baratas de Mumificação

No antigo Egito, as classes inferiores geralmente só podiam pagar uma mumificação incompleta, ou seja, não haveria um caixão ou um sarcófago, ao invés disso os falecidos apenas passavam por um desidratação do corpo, com alguns ou todos os órgãos remanescentes intactos.

Às vezes – e quando tinham condições -, os mais pobres apenas envolviam o morto em um tecido e os enterravam na areia do deserto por alguns dias ou semanas até que estivessem secos. Após esse período eles desenterram o corpo e lavavam as cavidades com solvente para, enfim, enterrarem o corpo em um cemitério. Era a opção mais barata.

2º – Guardando os órgãos em Vasos Canópicos

Guardando os órgãos em Vasos Canopic

Os antigos egípcios consideravam os pulmões, o fígado, o estômago e os intestinos como sendo os mais importantes na mumificação. Eles eram extraídos dos corpos e mantidos em vasos canópicos, que eram baseados em quatro antigos deuses egípcios que acreditavam guardar os órgãos para os falecidos, isto é, os quatro filhos de Hórus. Cada frasco tinha uma cabeça diferente: uma de um babuíno, uma de um chacal, uma humana e uma de um falcão.

É provável que, inicialmente, os órgãos tenham sido removidos porque eles aceleravam o processo de decomposição do corpo. Mas com o tempo essa prática evoluiu religiosamente para a crença de que os órgãos eram necessários pelos mortos em sua jornada através da vida após a morte e, portanto, deveriam ser conservados nos vasos canópicos.

1º – A Maldição da Múmia

A Maldição da Múmia

O conceito de múmias ou túmulos amaldiçoados não foi inventado pelos egípcios, mas pela escrita sensacionalista. A única “base” para essas maldições são ameaças escritas nos túmulos da retribuição divina por desrespeitar os mortos, com o propósito expresso de desencorajar ladrões de tumbas. Embora algumas múmias tenham preservado fungos antigos, os cientistas determinaram que o molde delas não representa perigo.

Advertências eram escritas para impedir a abertura de tumbas egípcias na Idade Média e, por sua vez, descreviam qualidades malignas e sobrenaturais das múmias. A maldição mais famosa foi a do túmulo do Rei Tutankhamon, mais popularmente conhecida como a maldição do Faraó.

Suposto caso de morte por maldição

O financista da escavação do túmulo de Tutankhamon morreu de uma doença transmitida por mosquito, e Howard Carter, que descobriu o túmulo, morreu 16 anos depois. A ideia de uma maldição foi circulada pelo autor de ficção Arthur Conan Doyle. Na mesma época, Shakespeare também teve uma forma de maldição em seu túmulo, mas acreditasse que era apenas para apavorar os ladrões de túmulos, portanto, não passa de mito qualquer forma de maldição da múmia.

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